O início
Olá, o meu nome é Lucas, em alguns dias terei 21 anos, tenho ansiedade e passei quase meia hora escolhendo como começar esse texto.
Quando eu tinha 16 anos, eu tinha a completa certeza de que me conhecia e conhecia tudo sobre o mundo a minha volta, eu não tinha duvidas, eu achava que sabia de tudo e que entendia tudo, e eu morro de saudades de ser assim, nada melhor do que acordar e dormir achando que tem razão, conhecimento, certeza, mas hoje em dia eu não tenho mais nada disso.
Eu era um ateu, achava que tinha aracnofobia, era aficionado por física, e acreditava que tudo tinha uma explicação logica, matemática e exata.
Bom, em quase 5 anos várias coisas mudaram, hoje eu sou um agnóstico, sei que minha única fobia real é atelofobia, aprendi a lidar com a ansiedade, um pouco, saí das exatas pras sociais aplicadas, mas uma coisa nunca mudou, a minha busca por exatidão, por lógica, por razão e explicação científica, eu busco entender o invisível.
"O essencial é invisível aos olhos" disse a raposa ao pequeno príncipe, uma frase tão importante para tantas pessoas, mas que eu nunca realmente entendi, eu nunca consegui entender, ou até acreditar no invisível, não que eu não acredite no oxigênio, ou em micróbios ou na gravidade, pois estes podem ser vistos ou medidos ou calculados, mas eu nunca consegui entender amor, religião, fé, esperança, mágica, curandeiros etc.
E aqui estou eu, na beira dos 21 anos e tendo praticamente uma crise da meia idade, tentando me entender e entender a todos na minha volta, tentando entender como, em um universo tão vazio e sem sentido as pessoas criam, ou descobrem, forças invisíveis para ajudar e dar sentido as suas vidas.
Será que só eu vejo o quanto a vida é vazia, sem sentido e sem graça, ou será que só eu sou cego, não vejo o esplendor da vida e por isso sofro mesmo sem querer.
O que eu aprendi até hoje é que na verdade nenhuma única pessoa acredita na mesma coisa, afinal acreditar em algo invisível exige ao menos um pouco de imaginação, e, se as pessoas fossem forçadas a sentar e explicar os detalhes mais específicos do seu "invisível", seja religião, amor, fé, horóscopo, whatever, isso causaria uma guerra maior que todas já vistas pela humanidade.
Como tantos invisíveis diferentes podem ser reais, será que existe alguma verdade absoluta, será que um dia eu vou conseguir entender alguma coisa, ou será que tentar entender já é um erro, afinal a ignorância é uma benção.
Bom, não existe opção, eu nasci com a maldição de querer buscar conhecimento, e com a desgraça de ser relativamente bom em várias coisas, sem nunca poder ser realmente excepcional em nada...
Quando eu tinha 16 anos, eu tinha a completa certeza de que me conhecia e conhecia tudo sobre o mundo a minha volta, eu não tinha duvidas, eu achava que sabia de tudo e que entendia tudo, e eu morro de saudades de ser assim, nada melhor do que acordar e dormir achando que tem razão, conhecimento, certeza, mas hoje em dia eu não tenho mais nada disso.
Eu era um ateu, achava que tinha aracnofobia, era aficionado por física, e acreditava que tudo tinha uma explicação logica, matemática e exata.
Bom, em quase 5 anos várias coisas mudaram, hoje eu sou um agnóstico, sei que minha única fobia real é atelofobia, aprendi a lidar com a ansiedade, um pouco, saí das exatas pras sociais aplicadas, mas uma coisa nunca mudou, a minha busca por exatidão, por lógica, por razão e explicação científica, eu busco entender o invisível.
"O essencial é invisível aos olhos" disse a raposa ao pequeno príncipe, uma frase tão importante para tantas pessoas, mas que eu nunca realmente entendi, eu nunca consegui entender, ou até acreditar no invisível, não que eu não acredite no oxigênio, ou em micróbios ou na gravidade, pois estes podem ser vistos ou medidos ou calculados, mas eu nunca consegui entender amor, religião, fé, esperança, mágica, curandeiros etc.
E aqui estou eu, na beira dos 21 anos e tendo praticamente uma crise da meia idade, tentando me entender e entender a todos na minha volta, tentando entender como, em um universo tão vazio e sem sentido as pessoas criam, ou descobrem, forças invisíveis para ajudar e dar sentido as suas vidas.
Será que só eu vejo o quanto a vida é vazia, sem sentido e sem graça, ou será que só eu sou cego, não vejo o esplendor da vida e por isso sofro mesmo sem querer.
O que eu aprendi até hoje é que na verdade nenhuma única pessoa acredita na mesma coisa, afinal acreditar em algo invisível exige ao menos um pouco de imaginação, e, se as pessoas fossem forçadas a sentar e explicar os detalhes mais específicos do seu "invisível", seja religião, amor, fé, horóscopo, whatever, isso causaria uma guerra maior que todas já vistas pela humanidade.
Como tantos invisíveis diferentes podem ser reais, será que existe alguma verdade absoluta, será que um dia eu vou conseguir entender alguma coisa, ou será que tentar entender já é um erro, afinal a ignorância é uma benção.
Bom, não existe opção, eu nasci com a maldição de querer buscar conhecimento, e com a desgraça de ser relativamente bom em várias coisas, sem nunca poder ser realmente excepcional em nada...
"será que um dia eu vou conseguir entender alguma coisa, ou será que tentar entender já é um erro?" Perfeito.
ResponderExcluir